terça-feira, 31 de março de 2009

Parque Natural da Arrábida e Arabis Sadina

Parque Natural da Arrábida




Nas origens da criação do Parque:
Parque Natural da Arrábida: Surge a 28 de Julho de 1976 pelo D.L. nº 622/76. Estende-se por parte significativa da área designada cadeia da Arrábida, que compreende o conjunto de montes que acompanha o rebordo costeiro meridional da península de Setúbal; deste destaca-se a serra da Arrábida, a sua mais importante elevação e que constitui o núcleo orográfico da cadeia.



Porque foi criado o Parque Natural da Arrábida?
O principal objectivo da criação do Parque Natural da Arrábida foi a imperativa necessidade de conservar a sua Flora e Vegetação, que constitui um património natural de importância internacional.



Arabis Sadina


Esta é uma planta perene rizomatosa, com floração de Março a Abril.

Habitat:Ocorre em zonas de Clareira de matas e matos basófilos. Na serra da Arrábida ocorre em arribas calcárias com elevada diversidade florística.

Ameaças:Esta espécie tem sido ameaçada pelas acções de desflorestação, perturbações derivadas da instalação e manutenção de antenas e instalação de parques eólicos, bem como a abertura ou melhoria de caminhos.


Vulnerabilidade:
O seu estado de conservação é considerado vulnerável. Nas serras de Aire e Candeeiros encontra-se em estado moderado de conservação, sendo prejudicada no cimo da serra de Aire pela instalação de antenas e nas serras de Montejunto e dos Candeeiros a área de ocorrência está sujeita a planos de florestação.


Biometria:

Localização:
Este tipo de planta distribui-se pela região Biogeográfica Mediterrânica: Portugal. A nível nacional encontra-se nas serras de Aire e Candeeiros como também no Parque Natural da Arrábida.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Morcego-rato-grande (Myotis myotis)


As características morfológicas desta espécie são que esta tem 20 cm de comprimento e tem uma forma achatada. As suas orelhas são grandes de mais para o tamanho desta espécie.

Habitat: Em Portugal, cria quase exclusivamente em abrigos subterrâneos, mas parece utilizar também outro tipo de abrigos durante o Inverno (pode mesmo utilizar sótãos para viver).

Classificação cientifica:

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Chiroptera
Família: Vespertilionidae
Género: Myotis
Género: Myotis myotis


Alimentação: Caça, em geral, em zonas arborizadas, principalmente na ausência de árvores. Captura as suas presas em voo ou, mais frequentemente, no solo. Alimenta-se essencialmente de escaravelhos, mas também apanha outros insectos, como grilos, gafanhotos verdes ou lagartas.

Reprodução: A maturidade sexual das fêmeas é atingida no primeiro ou, mais frequentemente, no segundo ano de idade. As cópulas ocorrem no final do Verão e Outono e os nascimentos entre Abril e Maio (uma cria por fêmea, raramente duas).
Durante a época de criação forma colónias com muitas centenas ou poucos milhares de indivíduos.


Biometria:

Comprimento:
Macho e fêmea: 20 cm

Longevidade média:
De 5 anos, com registo máximo de 28 anos.

Distribuição:
A nível Naciolnal existem em todo o país, mas parece não criar no Algarve. A nível Continental existem na Europa Central(inclindo Ucrânia) e Europa Mediterrânica.


Ameaças:
- A destruição e perturbação dos abrigos;
- A destruição de florestas de folhosas autóctones bem desenvolvidas;
- A poluição


Tal como outras espécies de morcegos, é considerada frágil: Por um lado, tem uma reduzida capacidade de recuperação (conferida por uma tardia maturidade sexual e uma baixa taxa de reprodução); por outro, o seu carácter colonial, sobretudo durante a época de criação.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O tritão-ibérico ou tritão-de-ventre-laranja (Lissotriton boscai)


A característica desta espécie endémica da Península Ibérica é o ventre cor laranja que contrasta com o dorso acastanhado com pintas pretas, sobretudo nos machos. As fêmeas são mais fortes e pesadas do que os machos e possuem normalmente um ventre mais inchado.

Habitat: O tritão reside em florestas tropicais temperadas, vegetação arbustiva mediterrânica, rios, rios intermitentes, pântanos, lagos de água doce intermitentes ou não, pauis, terra arável, pastagens, jardins, rurais e lagoas. Também pode residir em tanques, pequenos charcos, fontes, e ribeiros. Vive em águas limpas e bem oxigenadas.

Esta espécie está ameaçada por perda de habitat.


Classificação científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Amphibia
Ordem: Caudata
Família: Salamandridae
Género: Lissotriton
Espécie: Lissotriton Boscai


Descrição física: Possui o focinho arredondado e os olhos relativamente pequenos. O seu dorso apresenta uma cor que pode ir de cinzento amarelado até castanho escuro. O ventre é cor de laranja. Por todo o corpo pode-se encontrar umas pequenas manchas pretas. Cabeça de contorno arredondado, ligeiramente mais larga e alta. Olhos pequenos em posição lateral. Corpo de secção redonda ou quadrangular. Cauda muito achatada lateralmente, membros finos, com quatro dedos nas patas anteriores e cinco nas posteriores. Tipicamente existem pontos escuros arredondados distribuídos irregularmente nas partes laterais do ventre. Durante a fase terrestre apresenta uma coloração mais escura e uniforme.


Alimento:Alimenta-se principalmente de invertebrados aquáticos, como vermes e insectos.

Porque está em vias de extinção: A espécie pode estar ameaçada pela crescente contaminação dos charcos e ribeiros com produtos tóxicos e pela constante destruição do habitat desta espécie.


Biometria:

Comprimento:
Machos 6.5 a 7.5 cm
Fêmeas: 7 a 9 cm

Longevidade:
Machos: 6 anos
Fêmeas: 9 anos

Distribuição:
Está presente em quase todo o território Português.


Comportamento: A sua actividade é predominantemente nocturna durante a fase terrestre, e tanto nocturna como diurna durante a fase aquática. Pode passar por períodos de inactividade invernal e estiva, durante os quais se refugia debaixo de pedras no fundo de habitats aquáticos.

Reprodução: Entre Novembro e Junho. O acasalamento ocorre na água. O reconhecimento da fêmea pelo macho e feita através do olfacto. O acasalamento ocorre com um complexo conjunto de comportamentos em que o espermatóforo é depositado no interior da abertura cloacal. As fêmeas fixam os ovos à noite nas folhas de plantas aquáticas. Em Março começam a aparecer as suas larvas.


Dieta: Durante a fase aquática é constituí por pequenos invertebrados aquáticos, tais como vermes e insectos e na fase terrestre, alimenta-se principalmente de invertebrados de consistência mole, como minhocas e lesmas.
O que se pode fazer para salvar esta espécie: Sensibilizar as pessoas para a preservação da espécie, impedindo grandes incêndios, poluição das águas dos rios, ribeiras, lagos, etc.